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Coluna da Débora: As mulheres e a catequese - Parte I

Olá, queridas catequistas!

Olá, queridos catequistas!

Nessa nossa roda de conversa, gostaria de falar sobre as mulheres e a catequese. Afinal estamos no mês de março que, popularmente, denomina-se mês das mulheres, isso se deve à “data comemorativa” do dia 08 de março. Com isso “temos um dia”, “temos um mês” para homenagear as mulheres! Tudo bem se nos demais meses e dias, as mulheres sejam relegadas a papéis secundários e retornem à sua realidade de exclusão.


Não quero parecer amarga - ou apenas rebelde - com aqueles que ofertam flores e chocolates no dia 08 de março. No entanto, gostaria de ampliar nossa conversa, a partir de nosso local de fala: a catequese!


Qual o espaço das mulheres na ação catequética? Qual o perfil de mulheres que atuam em nossas comunidades? Quando estão à frente, atuando como coordenadoras e assessoras, qual consciência move seu trabalho pastoral?


São perguntas que precisamos refletir quando falamos da relação das mulheres com a catequese. Não precisamos aprofundar a pesquisa para saber que as mulheres constituem a maioria dentro da dimensão bíblico-catequética. O serviço prestado por elas vai desde catequistas de base, até especialistas e catequetas que se debruçam sobre o estudo, a reflexão e o pensar da catequese. São muitas leigas, casadas ou solteiras, jovens ou adultas, como também várias religiosas, que se dedicam ao serviço e ao acompanhamento de itinerários catequéticos e de formação para catequistas.


O novo Diretório, nos números 127 e 128, fala da grande contribuição das mulheres para a catequese. Embora seja um aceno tímido, ressalta que “as mulheres desempenham um papel precioso nas famílias e nas comunidades cristãs” (DC, 127). Talvez você se pergunte: qual o sentido de escrever isso? Afinal, o serviço da catequese é dom, não motivo para se autopromover.


No entanto, ao destacar, em um documento oficial, a importância da contribuição das mulheres para a catequese, o Diretório nos ajuda a conectar a ação das mulheres hoje, com a ação de Jesus e das primeiras comunidades (DC, 127). De fato, nosso serviço não cai de paraquedas na realidade pastoral, somos presente em todas as fases da história. Em certos momentos mais caladas, em outros mais proeminentes, mas sempre presentes!


São muitas mulheres que se dedicam à catequese com paixão e competência, muitas assumem o serviço da coordenação e desenvolvem papéis de destaque e liderança, sem esquecer que “servir tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas é a atitude de quem entendeu profundamente o amor de Deus pelo ser humano e não pode fazer outra coisa senão derramá-lo nos outros, cuidando das pessoas e das coisas do mundo” (DC, 128).


Não somos cristãs de segunda categoria, somos discípulas da primeira hora, servas da vinha do Senhor e protagonistas de uma história de fé, esperança e amor!


Continuaremos nossa conversa na próxima... Até logo!

Débora Pupo é Coordenadora Regional da Dimensão Bíblico-Catequética do Regional Sul 2, da CNBB e autora da coleção "Crescer em Comunhão" e dos livros: "Catequese... Sobre o que estamos falando mesmo?" e "Celebrações no Itinerário Catequético... Sobre o que estamos falado?", todos publicados pela Editora Vozes. Bacharel em Teologia, pela Faculdade Missioneira do Paraná, a colunista também é mestre na mesma área, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, tendo como título de sua dissertação: "Iniciação Cristã e Catequese com adultos: um caminho para o discipulado".

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