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Coluna da Débora: catequese em saída missionária

Olá amigos e amigas, vamos sobre catequese e missão?

Dias atrás, enquanto estudava o novo Diretório para a Catequese, me chamaram atenção os números 49 e 50, pois falavam da “catequese em saída missionária”. Então, coloquei-me a pensar no que significa uma catequese em saída missionária. Agora abro o pensamento e incluo vocês nessa conversa!


O Diretório para a Catequese (que chamarei de DC daqui em diante), afirma que “única é a missão que Jesus ressuscitado confiou à sua Igreja, mas multifacetada ela se apresenta em seu exercício” (DC, 49). Para entender a missão é preciso se perguntar: em que consiste a missão? Podemos, a grosso modo, dizer que somos enviados a ir por todo o mundo e fazer discípulos (Mt, 28, 19), isso pode ser dito de outro modo: somos enviados para anunciar o Evangelho. O Diretório também fala da catequese a serviço da evangelização (DC, 48) e destaca que “é necessário que também a catequese esteja a serviço da nova evangelização [...] para que a todas as pessoas esteja aberto o acesso pessoal ao encontro com Cristo” (DC, 48).


É possível perceber que a missão está ligada à evangelização, então precisamos perguntar: o que é evangelizar? O Papa Francisco nos ajuda a encontrar a resposta: “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (EG, 176). E qual a missão da catequese diante disso? Voltemos nosso olhar para o DC!


A catequese, como obra em saída missionária, é chamada a “colocar-se a procura dos clamores de verdade que já estão presentes em diversas atividades humanas, na confiança de que Deus está misteriosamente em ação no coração de cada pessoa antes mesmo de ela ser explicitamente alcançada pelo Evangelho” (DC, 50).


Ainda no número 50 do DC encontramos as ações de uma catequese em saída missionária. São elas:


  • Fazer-se próxima das pessoas do nosso tempo.

  • Caminhar lado a lado, onde as pessoas se encontram.

  • Acompanhar os cristãos em seu amadurecimento de fé.

  • Conscientizar de que cada batizado é discípulo missionário, chamado a participar ativamente do anúncio do Evangelho.


Podemos resumir nossa conversa parafraseando a Evangelii Gaudium: a catequese tem o desafio de tornar-se cada vez mais missionária e, em todas as suas etapas, mais comunicativa e aberta. Que coloque os catequizandos em atitude constante de saída (EG, n. 27).


Até a próxima!

Débora Pupo é Coordenadora Regional da Dimensão Bíblico-Catequética do Regional Sul 2, da CNBB e autora da coleção "Crescer em Comunhão" e dos livros: "Catequese... Sobre o que estamos falando mesmo?" e "Celebrações no Itinerário Catequético... Sobre o que estamos falado?", todos publicados pela Editora Vozes. Bacharel em Teologia, pela Faculdade Missioneira do Paraná, a colunista também é mestre na mesma área, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, tendo como título de sua dissertação: "Iniciação Cristã e Catequese com adultos: um caminho para o discipulado".

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