• Redação

Coluna da Débora: Catequese Missionária - Parte l

Olá, catequistas! Que bom estar com vocês!

Nesse mês gostaria de trazer para nossa roda de conversa o tema da missão. Mais especificamente, para falarmos da catequese em saída missionária. Chega mais, entra na roda e vamos conversar!


Desde o início do pontificado do Papa Francisco percebemos sua insistência em uma Igreja em saída. Quanto ele publicou a Evangelii Gaudium, a Alegria do Evangelho, ficou ainda mais claro o que ele tem na mente, e no coração, quando propõe que a Igreja assuma a postura de colocar-se em saída, de ir em busca daqueles que estão longe e acompanhar aqueles que se aproximam.


Na Evangelii Gaudium n. 24, o Papa apresenta cinco verbos que a Igreja em saída deve conjugar e viver, são eles: “Primeirar”, envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar. Diante desses verbos, uma pergunta me vem à mente e ao coração: como entender a catequese em saída? Para encontrar a resposta é preciso refletir um pouco mais.


De acordo com o Papa, “primeirar” significa ter a coragem de tomar a iniciativa, é quando sabemos “tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos”(EG, 24). Ao refletir sobre esse verbo me recordo das iniciativas de tantos catequistas que, no período da pandemia, se reinventaram para manter acessa a chama do amor e do entusiasmo pela missão, quantos encontros de catequeses, retiros, momentos formativos e de espiritualidade, reuniões e cursos foram propiciados nesses dois últimos anos. Se, por um lado, a pandemia fechou as portas de nossas salas de catequese, por outro nos instigou a “primeirar”, tomar iniciativas pautadas no amor para não perder o encantamento pela catequese.


Outro verbo que nos leva a refletir é o envolver. Para Francisco é preciso que a comunidade missionária, com obras e gestos, entre na vida dos outros para encurtar distâncias e tocar a vida humana (EG, 24). A catequese é chamada a assumir tal verbo como atitude essencial para qualquer atividade. Não podemos esquecer que Jesus encarnou-se a assumiu nossa condição humana em tudo, menos no pecado, para que pudéssemos nos reencontrar n’Ele. E como podemos nos envolver e envolver nossos catequizandos? Precisaremos demonstrar que a mensagem cristã é bela e que é digna de fé, que a proposta de Jesus não é para uma vida triste, apenas focada no sacrifício. Antes precisamos mostrar a beleza que é seguir a Cristo e ajudar nossos catequizandos a se reconhecerem na proposta do Evangelho, com alegria e entusiasmo.


A pandemia nos fez encurtar as distâncias, nos momentos em que nos afastávamos, como medida para diminuir a velocidade de contágio, também fomos impulsionados a vencer as distâncias e nos fazer presentes em realidades que ficariam vazias se não fosse nosso empenho em levar a Palavra a todos.


Não podemos desanimar. Tomar a iniciativa e envolver-se com aqueles que precisam ouvir a bela mensagem do Evangelho, eis nossa missão.


Continuaremos nossa conversa no próximo texto, até breve!

Débora Pupo é Coordenadora Regional da Dimensão Bíblico-Catequética do Regional Sul 2, da CNBB e autora da coleção "Crescer em Comunhão" e dos livros: "Catequese... Sobre o que estamos falando mesmo?" e "Celebrações no Itinerário Catequético... Sobre o que estamos falado?", todos publicados pela Editora Vozes. Bacharel em Teologia, pela Faculdade Missioneira do Paraná, a colunista também é mestre na mesma área, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, tendo como título de sua dissertação: "Iniciação Cristã e Catequese com adultos: um caminho para o discipulado".

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