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Coluna da Débora: Ministério do catequista

Olá, catequistas. Que bom reencontrá-los!


Vamos conversar sobre o ministério de catequistas?

Bem, vocês devem ter acompanhado todo o movimento que surgiu ao redor do tema, desde que o ministério foi instituído em maio desse ano pelo Papa Francisco. Eis as palavras do motu proprio, Antiquum Ministerium (AM): “Convido, pois, as Conferências Episcopais a tornarem realidade o Ministério de Catequista [...] em conformidade com tudo o que foi expresso por esta Carta Apostólica” (AM, 9).


Primeiro é importante recordar que ministério é o “carisma que assume a forma de serviço à comunidade e à sua missão no mundo e na Igreja e que [...] torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades, serviços e ministérios em ordem à salvação”. (Doc.62, CNBB, nn. 83-84). Isso significa que o serviço do batizado será verdadeiro ministério quando for em vista da missão na Igreja e no mundo, respondendo às exigências da comunidade.


De fato, ao falar de ministério falamos de serviço à comunidade, de um dom que é colocado em favor do crescimento de todos e para o bem de todos, não se trata de enaltecimento, antes vai na linha do evangelho: quem quiser ser o maior seja o que mais serve. No caso específico do ministério de catequista, compreendemos que é uma instituição oficial, em uma comunidade, seguindo ritual litúrgico próprio e que busca fortalecer a dimensão eclesial do serviço catequético.


Se com a instituição do ministério de catequista somos convocados a viver nossa missão na dinâmica do serviço, por outro lado, o fato evidencia a necessidade de colocar a catequese como prioridade na ação evangelizadora da Igreja. Claro que precisamos, também, de falar sobre a formação dos catequistas, pois é preciso compreender a pertença à comunidade como ponto essencial para a instituição do ministério, bem como a necessidade de manter-se preparado para bem responder às necessidades do contexto em que vivemos.


O Papa Francisco ressalta que a catequese é um serviço muito antigo na comunidade eclesial, devido à atuação de homens e mulheres que, obedientes à ação do Espírito Santo, dedicaram sua vida à edificação da Igreja (cf. AM, 1). Que o ministério de catequista nos motive a continuar desempenhando essa bonita missão em nossa Igreja: sermos anunciadores do Reino de Deus!

Débora Pupo é Coordenadora Regional da Dimensão Bíblico-Catequética do Regional Sul 2, da CNBB e autora da coleção "Crescer em Comunhão" e dos livros: "Catequese... Sobre o que estamos falando mesmo?" e "Celebrações no Itinerário Catequético... Sobre o que estamos falado?", todos publicados pela Editora Vozes. Bacharel em Teologia, pela Faculdade Missioneira do Paraná, a colunista também é mestre na mesma área, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, tendo como título de sua dissertação: "Iniciação Cristã e Catequese com adultos: um caminho para o discipulado".

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