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Coluna da Débora | Qual perfil precisamos desenvolver?

Olá, meu convite hoje é para olharmos para o perfil do catequista à luz do Ministério e nos perguntarmos: que catequista o Ministério pede?


É importante ter claro que precisamos evitar criar grupos diversificados, elitizados. Para que isso não aconteça, é necessário compreender o ministério como serviço ligado à comunidade, como necessidade de doação e entrega, não se trata de uma premiação, tem relação com a formação de uma identidade que se reconhece a serviço.


A carta do Papa, fazendo eco ao Diretório para a Catequese, apresenta o catequisa como testemunha da fé; mestre e mistagogo; acompanhador e pedagogo que atua em nome da Igreja. E reforça que esta é “uma identidade que só mediante a oração, o estudo e a participação direta na vida da comunidade é que se pode desenvolver com coerência e responsabilidade” (AM, 6).


Retornamos aqui para o âmbito da comunidade, visto que é o espaço por excelência no qual a identidade do catequista, mulher e homem, será formada. Qual o respaldo comunitário para os catequistas em sua caminhada de formação pessoal? Qual perfil de catequista temos buscado? Acredito que aqui vale aprofundarmos um pouco o que o Diretório para a Catequese nos apresenta.


Segundo o Diretório a identidade do catequista se fundamenta no Batismo: “a vocação específica do catequista, tem sua raiz na vocação comum do povo de Deus” (DC, 110) e seu serviço deve ser vivido dentro de uma comunidade. Se perguntarmos ao Diretório quem é o catequista, encontraremos a resposta de que se trata de “um cristão que recebe o chamado particular de Deus que, acolhido na fé, o capacita ao serviço da transmissão da fé e à missão de iniciar à vida cristã” (DC, 112). Ao responder positivamente ao chamado divino o catequista é “feito partícipe da missão de Jesus de introduzir os discípulos em sua relação filial com o Pai” (DC, 112).


Percebemos que se trata de uma identidade comprometedora que se expressa com traços bastantes precisos, pois o catequista é chamado a ser: testemunha da fé e guardião da memória de Deus; mestre e mistagogo, o catequista tem a dupla missão de transmitir o conteúdo da fé e de conduzir ao mistério da mesma fé; acompanhador e educador daqueles que lhes foram confiados pela Igreja; especialista na arte de acompanhar (Cf. DC, 113). Ainda se pode dizer um pouco mais, podemos afirmar que o catequista é aquele que: tem competências educacionais; Sabe ouvir; Sabe entrar na dinâmica do amadurecimento humano; Tem paciência; Senso de gradualidade; É especialista em humanidade.


É possível esperar que, a partir da instituição do ministério, teremos catequistas cada vez mais conscientes de sua missão e vocação, pois antes de falar do fazer catequese, precisamos falar do ser catequista e ajudar aos que se dedicam a esse serviço a se compreenderem discípulos missionários, membros de comunidades catequizadoras.

 

Débora Pupo é Coordenadora Regional da Dimensão Bíblico-Catequética do Regional Sul 2, da CNBB e autora da coleção "Crescer em Comunhão" e dos livros: "Catequese... Sobre o que estamos falando mesmo?" e "Celebrações no Itinerário Catequético... Sobre o que estamos falado?", todos publicados pela Editora Vozes. Bacharel em Teologia, pela Faculdade Missioneira do Paraná, a colunista também é mestre na mesma área, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, tendo como título de sua dissertação: "Iniciação Cristã e Catequese com adultos: um caminho para o discipulado".


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