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  • Redação

Dinâmica: Milagres em cena



Tema: Os milagres Mc 3,1-6; 5,21-41; Lc 17,11-19


Quando lemos os evangelhos percebemos que, ao lado dos ensinamentos, dá-se grande destaque aos milagres de Jesus, chamados também prodígios ou sinais. Diante dos milagres, duas atitudes opostas são bastante comuns: Rejeitá-los como algo antiquado, fora de moda e não científico ou buscá-los com avidez. As duas atitudes se baseiam numa concepção errônea de milagre, como algo acima ou contra as “leis naturais”. Neste sentido não haveria milagre, pois tudo pode ser explicado pela ciência, se não hoje, ao menos amanhã – dizem alguns; ou há milagre porque certos acontecimentos não se explicam pela ciência, mas somente por uma intervenção divina – dizem outros.


Outra é a concepção de milagre na Bíblia. O milagre é visto como a presença da mão de Deus, manifestação de seu poder amoroso; o milagre é sentido como experiência da intervenção providencial de Deus que salva. É uma resposta de Deus à oração suplicante, sinal de sua misericórdia.


Nos evangelhos, os milagres de Jesus são parte integrante de sua missão de Messias. Quando João Batista envia discípulos para lhe perguntar se ele é o Messias esperado, Jesus responde: “Ide anunciar a João o que ouvis e vedes: os cegos veem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,2- 6). Jesus não faz milagres para dar espetáculo, como desejava ver Herodes Antipas (Lc 23,8) ou pedem seus inimigos (Mt 16,1), mas para aliviar os sofrimentos do povo (Mt 14,14). Mas seus milagres são também sinais de que ele tem poder de perdoar pecados (Mc 2,5-12) e autoridade sobre o sábado (Mc 3,1-6). Os milagres pressupõem a fé (Mc 5,21-41). Por isso Jesus fez poucos milagres em Nazaré, sua terra natal, porque seus conterrâneos não acreditavam nele (Mt 13,54-58). Os milagres de Jesus visam levar os ouvintes a acolher a Boa-nova pela conversão e pela fé. Por isso Jesus repreende os habitantes de Corozaim, Betsaida e Cafarnaum e lhes anuncia um julgamento severo porque não acolheram sua mensagem, apesar dos milagres que ali fez (Mt 11,20-24).

 

Dinâmica: Milagres em cena


Duração: 1 hora


Material: Bíblia; cenário; figurino e adereços, conforme a criatividade de cada equipe; celular para filmagem.


Desenvolvimento: Conversar com os participantes sobre a dimensão bíblica dos milagres de Jesus, nos quais a fé atua como propulsora de sua realização. Dividir o grupo em equipes e passar, a cada uma, um dos milagres citados na fundamentação bíblica, solicitando que ensaiem a encenação e realizem a sua filmagem. Após as filmagens os trabalhos devem ser apresentados ao grande grupo e posteriormente refletidos para facilitar a compreensão de que o milagre envolve: a presença de Deus em nossa vida, seu poder, a experiência da intervenção misericordiosa do Pai, a resposta às orações e a fé na pessoa de Jesus.


Na sequência, cada grupo ou individualmente elabora uma oração de Ação de Graças sobre os milagres que acontecem hoje e o que eles representam em nossas vidas.


Sugestão complementar: O encerramento das apresentações e da elaboração da oração podem ser feitos com uma celebração.

 

Autores: Ludovico Garmus e Cornélia Fantini Kucek

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