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  • Redação

Interpretação da Bíblia, por Anselm Grün

Antes de indicar auxílios práticos para a leitura da Bíblia nos dias atuais, quero abordar a tradição da exegese praticada na história do cristianismo. Não existe apenas uma forma possível de interpretar a Bíblia, mas diversas possibilidades, mesmo que a disputa pela interpretação “correta” já seja bem antiga. Olhar para a tradição nos dá a liberdade de escolher o método mais adequado para nós. Isso também pode mudar de texto para texto.



A linguagem da Bíblia é uma linguagem poética e, portanto, aberta. Ou seja: Toda grande obra poética – seja a “Canção dos Nibelungos” ou o “Fausto” ou seja o que se incluir aí – tem que ser sempre reinterpretada, o que se aplica também à Bíblia. E, em cada época, ela sempre tem algo novo a dizer e pode tocar os corações das pessoas repetidamente de forma original.


Quero mencionar aqui sete diferentes formas de interpretação, proporcionadas pela tradição espiritual e teológica. Nesse caso, não se trata de saber qual é a melhor interpretação. Cada uma é possível e boa e atende certas necessidades. Veja você mesmo, querido leitor, querida leitora, com qual interpretação você se sente bem e qual lhe parece estranha. E, então, desenvolva a sua própria interpretação de cunho inteiramente pessoal. Muitos pensam que isso é arbitrário. Teria que existir uma única interpretação correta, autorizada pela Igreja. No entanto, em sua história, ela autorizou todos os sete métodos de interpretação. Os textos da Bíblia permanecem abertos, de modo que são possíveis muitas formas de leitura.


Leia a continuação na obra:


Ao iniciarmos a leitura da Bíblia, podem nos surgir várias dúvidas: “Por onde eu começo?”, “Será que eu vou compreender tal leitura?”, “Como usar os textos nos dias atuais?” Nesta obra, Anselm Grün nos apresenta instrumentos básicos para introduzir e interpretar a Bíblia, que nos possibilitam entender suas diversas perspectivas (histórica-crítica, espiritual e mística, teológica, eclesial, psicologia profunda, teológico-libertadora e pessoal), sendo útil àqueles que buscam nas Escrituras uma reflexão pessoal, mas também àqueles que querem sugestões de aprofundamento teológico e eclesial.



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