• Redação

Quando eu rezo: a alegria de viver

Eu vos disse isso para que minha alegria esteja em

vós, e a vossa alegria seja completa (Jo 15,11).

Reflexão: As palavras de Jesus insistem na alegria. É uma arte que às vezes se aproxima de nós e quase sem esforço podemos alcançá-la. Mas sabemos também como ela escapa, é provisória, dolorosa e indecifrável. Sempre que ela nos falta, temos que nos interrogar sobre o nosso viver burocrático e tristonho, sobre nossos passos precoces entre sombras, sobre nosso errar sob o peso de onde a alegria está ausente. A essência da alegria não pode depender de motivações acidentais. Entretanto, é uma condição necessária da existência. Quantas vezes queremos obtê-la por meio do êxito, do excesso, do ímpeto, da afirmação, da eficiência, do poder, mas o tempo se encarrega de demonstrar nosso desacerto. A alegria que Jesus nos traz tem a ver com uma fecundidade distinta, que é gestada por exemplo em tempos de secura e combate, pois a alegria não depende do instantâneo, a alegria une as razões profundas do viver. Ela, portanto, não pode ser reduzida a uma espécie de estado de graça que nos toca em certas estações ou a uma maravilhosa ressalva frente às agitações ou os contrastes do mundo. Ao contrário, se pensarmos bem, a maior parte do tempo, nossa vida é experiência do inacabado e do incompleto, é busca e projeto, é movimento transformador. A alegria é uma arte de paciência.


Oração: Pai de bondade, concede-nos a capacidade de desconstruir nossas expectativas, necessidades, idealizações e provar essa liberdade que vem abraçar a vida em suas misteriosas travessias, aceitando que a alegria vem de dar e amar.


Irmã Sônia de Fátima Marani Lunardelli

Trecho do livro Quando eu rezo.


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