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Reflexão do Evangelho: O que Deus uniu o homem não separe! | Mc 10,2-16

Por Pe. Almerindo da Silveira Barbosa

27º Domingo do Tempo Comum



Os fariseus, mais uma vez, procuram motivos para condenar Jesus, usando as questões da Lei. Querem saber de Jesus se é permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. Eles relembram que Moisés permitiu o divórcio.


Jesus deixa claro que, Moisés permitiu o homem despedir de sua mulher, por causa da dureza do coração das pessoas. No entanto, “desde o início da criação Deus os fez homem e mulher”. O homem deixará sua família e construirá outra família. “O que Deus uniu, o homem não separe!”


O texto do Evangelho deste domingo nos oferece condições para refletirmos sobre o real valor e significado do matrimônio. Ele não é apenas um contrato civil, que pode ser desfeito a qualquer momento. É um contrato sagrado, porque é feito com a outra pessoa e com o próprio Deus e indissolúvel, porque é o símbolo da aliança de Deus com seu povo e da união de Cristo com sua Igreja. É Deus quem abençoa e une duas pessoas totalmente diferentes, para serem “uma só carne”.


Tentar dissolver essa união é tentar tornar vão e incompreensível o amor de Cristo por sua Igreja. Assim, pelo matrimônio, o marido se transforma em Cristo, enquanto esposo da Igreja e a mulher transforma-se na Igreja, enquanto esposa de Cristo. Se não é possível Cristo Jesus desfazer sua encarnação, para se separar da humanidade e romper a aliança de amor com sua Igreja, assim também não é permitido ao homem separar-se de sua mulher.


Jesus não se prende ao debate sobre a questão se poderia ou não poderia divorciar. Ele quer apenas reafirmar o projeto de Deus Pai para o casamento e o ideal do casamento cristão, o matrimônio. Ele é uma união permanente que é baseada no amor e fortalecida pela graça que o sacramento oferece.


Portanto, o que precisamos tomar consciência é que o casamento cristão, para ser verdadeiro, precisa ser alicerçado no amor e na fé. Se não tem amor e o casal não está disposto a viver e fortalecer esse amor na fé, não há porque desejar receber o sacramento do matrimônio. É preciso entender que, mais que um ato social ou apenas um evento, o matrimônio é ato de amor e de fé, em que o homem e a mulher se dispõem a receber do próprio Deus a benção para viverem unidos para sempre.

Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, formado em Filosofia e Teologia, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, o colunista também possui especialização em Ensino Religioso, pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM), e em Teologia Pastoral, realizada na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Pe. Almerindo é coautor da coleção “Deus Conosco” e do livro Quem é esse Jesus e autor da obra A missa – Conhecer para viver, também publicado pela Editora Vozes.

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