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Reflexão do Evangelho: O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles

7º Domingo do Tempo Comum | Lc 6,27-38


Por Pe. Almerindo da Silveira Barbosa


Hoje Jesus nos faz um convite para nos colocarmos no lugar do outro. Só assim entenderemos o seu ensinamento. Esta é a chave de compreensão do texto de hoje. Ele nos diz “o que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles”. Com a mesma medida que medirmos o outro é que seremos medidos.

Jesus, no Evangelho de hoje, diz que precisamos amar de forma incondicional, devotando nosso amor, não somente aos que nos gostam, mas àqueles que nos odeiam. Amar a quem nos ama é fácil. Difícil é querer o bem para quem nos deseja o mal e gostar de quem não gosta de nós. Aqui está a máxima do ser cristão. É preciso amar nossos inimigos e fazer o bem para aqueles que nos desejam o mal.


A lei dos fariseus e mestres da lei era o olho por olho e dente por dente. A mensagem de Jesus é inovadora. Ele veio propor um novo jeito de se relacionar. Sua lei não aceita a vingança, o ódio, a falta de perdão. Perdoar e amar é o novo mandamento. Para o cristão, o amor é a base de sua vivência. Só quem ama será capaz de perdoar, pois o perdão é divino. Só quem está cheio do amor em sua vida será capaz de oferecer o perdão a quem lhe ofendeu, ou como diz o texto do Evangelho, “se alguém lhe der uma bofetada numa face, oferece também a outra”.


Daí que, como seguidores de Jesus Cristo, somos convidados a amar os inimigos, fazer o bem para os que nos odeiam, rezar pelos que nos amaldiçoam e nos caluniam. Não há outro caminho para ser cristão verdadeiro, senão esse. Nisso o Senhor é claro, ao transmitir seu ensinamento. É um mandamento que parece difícil se olhado na ótica humana, mas vendo-o aos olhos da fé, torna-se simples de ser vivido.


É interessante que alguns filósofos e todas as religiões tem como máxima de ouro “não fazer aos outros o que não quer que faça com você”. Jesus muda esta máxima para o modo positivo, dizendo que “assim como desejais que os outros vos tratem, tratai-os do mesmo modo”. E vai além. Ele diz que devemos não somente desejar o bem, mas fazer o bem aos outros. Não é apenas um desejo. É, portanto, uma ação concreta.


Que possamos, como seguidores de Jesus, assumir atitudes novas, deixando nos envolver com a misericórdia de Deus, não julgando, para não sermos julgados, perdoando, para sermos perdoados e oferecendo-nos o melhor de nós para o outro, para sermos merecedores de todas as graças e bençãos de Deus.


Para que vivermos tudo isso, não podemos esquecer de contar com a força do Espírito Santo. Ele atua em nós. Ele nos capacita para sermos misericordiosos, como Deus o é. Ele nos liberta do coração fechado e egoísta e nos fazem amar com um amor vivido ao extremo.

 

Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, formado em Filosofia e Teologia, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, o colunista também possui especialização em Ensino Religioso, pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM), e em Teologia Pastoral, realizada na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Pe. Almerindo é coautor da coleção “Deus Conosco” e do livro Quem é esse Jesus e autor da obra A missa – Conhecer para viver, também publicado pela Editora Vozes.

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