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Reflexão do Evangelho: O Reino de Deus é como um grão de mostarda! | Mc 4,26-34

Por Pe. Almerindo da Silveira Barbosa

Vivemos, mais uma vez, o tempo comum do ano litúrgico. Continuamos caminhando com Jesus, escutando e crescendo na intimidade com sua Palavra. No caminho o Senhor Ressuscitado vai nos instruindo de como devemos agir, para que o Reino de Deus, de pequeno, se torne grandioso.


Jesus, através do ambiente rural da Palestina, usou muitas imagens para transmitir o seu conhecimento. Seu jeito de ensinar era peculiar. Ele servia-se de comparações e analogias. Contava histórias simples, de modo que todos entendiam com facilidade. Foi o que Ele fez através da parábola do Evangelho deste domingo.


A semente do grão de mostarda serviu de metáfora para o mestre explicar a dinâmica do Reino de Deus e como germina no mundo. Jesus diz que o Reino é desenvolvido como o trabalho no campo. Primeiro vem o plantio da semente, depois o crescimento e, por fim, a colheita.


Jogar a semente na terra e, depois, colher os frutos é rápido. O mais minucioso é o tempo da germinação. Mas, mesmo sendo mais lento, esse processo acontece de forma espontânea. Não precisa dos cuidados do homem, ao contrário da semeadura e da colheita, que depende da atenção do agricultor.


Com a comparação da semente lançada à terra Jesus nos ensina que o Reino de Deus tem seu dinamismo próprio, que independe das ações do homem. Uma vez que a semente foi jogada à terra ele pode dormir ou ficar acordado. Não fará diferença. A semente germina e cresce sem a ação humana.


Jesus ensina, também, que a semente do Reino já foi lançada no mundo e no coração de cada pessoa, como a pequena semente de mostarda. Aos poucos ele vai crescendo e se tornando grande. Basta deixar o tempo certo para aparecer e crescer.


Pela fé acreditamos que Jesus semeou em nosso coração, através da graça do santo Batismo, a semente do Reino de Deus. precisamos deixar Deus agir, para que essa semente germine, cresça e produza frutos.


Às vezes, diante das realidades desafiadoras do mundo contemporâneo, somos levados a desacreditar que a semente do Reino foi lançada e está germinando. Não podemos perder a esperança. Pela fé e confiança em Deus, somos chamados a acreditar que o Reino, pouco a pouco, está crescendo no coração do homem. No tempo oportuno ele produzirá frutos.


Tomemos consciência de que o Reino se expande com uma força que não depende dos homens. Ele não depende de sua ação, mas da ação de Deus. Por isso, tenhamos a certeza de que o Reino é uma realidade que não podemos ignorar.


Talvez, poderíamos chegar ao final deste texto e questionar, afinal, o que é o Reino de Deus? Será a realidade da nossa vida depois da morte? O Reino é uma realidade do já e do ainda não. Do já, porque através das boas ações do homem, como a vivência do amor, da fraternidade, da solidariedade, da justiça, etc. ele é realidade. Do ainda não, porque nós o contemplaremos plenamente somente quando estivermos na glória, ao lado de Deus.


Que a semente do Reino, plantada em nosso coração, possa produzir muitos frutos, de bondade, de solidariedade, de justiça, de paz, de empatia e de amor.

Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, formado em Filosofia e Teologia, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, o colunista também possui especialização em Ensino Religioso, pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM), e em Teologia Pastoral, realizada na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Pe. Almerindo é coautor da coleção “Deus Conosco” e do livro Quem é esse Jesus e autor da obra A missa – Conhecer para viver, também publicado pela Editora Vozes.

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