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Reflexão do Evangelho: Se vós não converterdes ireis morrer do mesmo modo! | Lc 13,1-9

3º Domingo da quaresma


Por Pe. Almerindo da Silveira Barbosa


Hoje o Evangelho fala da necessidade do arrependimento e da conversão.


Arrepender-se é desviar do pecado, mudando a direção da vida. O arrependimento sincero é, portanto, aquele em que se tem a vida totalmente transformada. É voltar-se para Cristo, abandonando as atitudes que geram trevas e assumindo realidades de luz, revestindo-se de Cristo, o homem novo e transformador.


O texto do Evangelho proclamado nos relata a admiração dos discípulos de Jesus, sobre a notícia dos galileus, que Pilatos havia mandado matar. Jesus, imediatamente, responde os discípulos, dizendo que não devem pensar que os galileus eram mais pecadores do que outros. Os acontecimentos da vida não são castigos de Deus, por causa da vida pecadora que se leva. Para explicar os acontecimentos, Jesus cona a parábola da figueira.


A figueira era uma árvore muito comum em Israel e servia como um exemplo fácil para as pessoas entenderem. Jesus usou a figueira para ensinar várias lições. Nesta que foi contada no Evangelho de hoje, Ele quis ensinar aos seus discípulos, que todos devem se arrepender de seus pecados e se converterem.


Nos diz a parábola que um homem foi até sua figueira para olhar se ela havia produzido frutos. Ele procurou, mas não achou nenhum fruto. Já era o terceiro ano que não produzia nada. Por essa razão mandou seu jardineiro cortá-la. A figueira estava apenas sugando a vida do solo, sem produzir nada de bom.


O jardineiro, ao receber as ordens do patrão, pediu mais um ano para a figueira permanecer lá. Ele iria adubar e cuidar bem dela, para que pudesse dar frutos. Se, mesmo assim, não produzisse nada, aí sim ela seria cortada.


O que Jesus quer ensinar é que, no tempo certo, Deus vai chegar e nos chamará para prestar contas da vida que Ele nos ofereceu, questionando-nos se produzimos frutos, ou se estamos ocupando a vida, sem fazê-la frutificar.


Assim como o dono da figueira, que trabalhou a paciência e deu mais três anos, para que ela começasse a produzir, o Senhor oferece, a cada um de nós, um certo tempo, para que possamos arrepender e mudar de vida. Deus nos dá um certo tempo para nos arrependermos. Mas é bem verdade que Ele não espera eternamente. Vai chegar um momento em que será exigido de nós e da nossa vida, os frutos que foram produzidos.


Às vezes, somos como essa figueira que foi plantada no meio de uma vinha produtiva. Estamos inseridos no mundo e na comunidade de fé, mas não melhoramos em nada e não damos fruto de conversão. Vamos vivendo com a mentalidade do homem velho, levando uma vida medíocre, trabalhando para nos satisfazer e não damos os frutos desejados. Deixemos que Espirito Santo de Deus adube a nossa vida, com sua presença e seus dons.

 

Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, formado em Filosofia e Teologia, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, o colunista também possui especialização em Ensino Religioso, pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM), e em Teologia Pastoral, realizada na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Pe. Almerindo é coautor da coleção “Deus Conosco” e do livro Quem é esse Jesus e autor da obra A missa – Conhecer para viver, também publicado pela Editora Vozes.

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