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Revelações ou a luz fluente da divindade, por Leonardo Henrique Agostinho, MSC

À Matilde de Magdeburg, inicialmente beguina e depois refugiada num mosteiro cisterciense, foi revelado “A luz fluente da divindade”.


Caracterizado por revelações, que são descritas e narradas e, às vezes explicitadas por meio de diálogos entre os personagens que aparecem, como a alma e o Amor, este livro é fruto da experiência espiritual dessa mulher, que viveu uma profunda relação de amor com Deus, e é antes de tudo doação que flui da Santíssima Trindade.

Neste livro, a alma é inflamada pelo amor, marcadamente esponsal, que é o fogo que arde em seu interior e que a faz desejar ardentemente o Amado; este fogo é, ainda, o responsável pela purificação, momento no qual se prepara o encontro. Contudo, não só a alma deseja e espera, mas o próprio Deus anseia por esse momento, pois se unirá à sua amada, a alma, levando-a a uma satisfação plena. Enquanto espera, a alma sofre, pois teme não ser unida ao Amor e teme não estar preparada, porém reconhece que sua santidade depende única e exclusivamente de sua entrega e renúncia, levando vida humilde e obediente. Assim, aprende a viver no silêncio e na solidão, em paz.


Detalhe relevante, apresentado no texto, é o aniquilamento da vontade própria, já que a alma deve desejar apenas aquilo que for vontade de Deus, pois em seu amor ele a completa, assim ela confia n’Ele e não teme nada.


Revelações ou A luz Fluente da Divindade” é, sem sombras de dúvida, um texto útil para os que buscam compreender as bases da relação entre Deus e Alma. É um documento que ao ser lido precisa de atenção, levando em consideração o período em que foi escrito e as abordagens linguísticas.


Leonardo Henrique Agostinho, MSC Religioso da Congregação dos Missionários do Sagrado Coração,

formado em Filosofia e estudante de Teologia, na PUC-SP.


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