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A história de São Jorge

O popularíssimo São Jorge morreu mártir na Palestina, onde era venerado já no século IV, tendo inclusive a dedicação de uma igreja. No Oriente recebeu o honroso título de “Grande Mártir”. Seu culto litúrgico a partir da Igreja Oriental espalhou-se por toda a cristandade, tornando-se um dos santos mais populares da Idade Média.


Mas a difusão do culto de São Jorge não tem proporção com as notícias históricas que dele conservamos. Na realidade, sabemos que foi militar sob o Imperador Diocleciano, por volta do ano 300, mas, uma vez convertido e batizado, não se conformou com as estruturas iníquas do Império, desligou-se da milícia para colocar sua força na defesa da religião cristã.

São Pedro Damião, no sermão comemorativo da sua festa, assim fala: “De uma milícia, transportou-se totalmente para outra, porque do ofício de tribuno terreno que exercia passou para profissão da milícia cristã; como verdadeiro soldado valente, distribuiu todos os seus bens aos pobres, lançou fora a carga das posses terrenas e, assim, livre e desembaraçado, cingido com a couraça da fé, mergulhou o ardente guerreiro de Cristo no mais denso da luta”.


Mais tarde, São Jorge foi preso porque fora denunciado cristão; recusando-se a renegar a Cristo, foi jogado na prisão com uma grande pedra ao peito. Depois enterrado até o pescoço em cal viva. Por fim, foi decapitado.


Seu culto era muito popular no Egito, que dedicou 40 igrejas e três mosteiros ao seu nome. Em Constantinopla, era protetor do Exército Imperial. O culto passou para o Ocidente por volta do ano mil, quando sua vida foi floreada de lendas muito imaginosas.


Ricardo Coração de Leão, comandante de uma expedição das Cruzadas, constituiu São Jorge padroeiro das Cruzadas, considerando-o o protótipo dos cavaleiros. No século XIII, a Inglaterra celebrava sua festa como dia santo de guarda e criou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge.


“A arte figurou São Jorge de muitas maneiras. Entre nós, prevalece sua representação na luta contra o dragão. A Umbanda apoderou-se desta representação explorando a lenda e o culto. Seria de lamentar se os católicos, na sua devoção a São Jorge, matador do dragão, não vissem em tal imagem o símbolo da proteção divina contra os assaltos dos inimigos da vida cristã!” Disse a propósito o apóstolo São Pedro: “Vosso adversário, o demônio, anda ao vosso redor como o leão que ruge, buscando a quem devorar! Resisti-lhe fortes na fé!” (1Pd 5,8-9)


Eis o trabalho que nos espera na imitação do grande lutador que foi São Jorge, na defesa da fé!

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