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A mulher na passarela do cotidiano

Nesta semana, em que voltamos mais atentamente o nosso olhar para a mulher evidenciam-se os comentários a seus diversos papéis, as condições à que se submete e é submetida, a imagem que me vem à mente é desta, transitando em uma passarela, na qual é a modelo de destaque.

Esse destaque não se refere a roupa ou adereços que usa, mas as ações e atividades que executa. Olhando para a mulher na passarela do cotidiano encontramos seres desbravadores, pilares da vida familiar, junto aos amigos, no ambiente de trabalho e dentre outros espaços. Detentoras de um glamour que, metaforicamente, podemos afirmar ser um fascínio de seu ser feminino. Capaz de encantar, transitando em diversas situações que revelam a quem as observa as notáveis habilidades de se reinventar, produzir e construir na passarela do seu cotidiano, suas obras e experiências.


Um retrato que podemos descrever como expressão de força, consequência de suas experiências que congregam a sua realidade risos e lágrimas do seu ser profissional, dona de casa, solteira, casada, divorciada, mãe, esposa, mulher de fé, catequista e tantas outras missões que anunciam ser a mulher uma grande artista…


Sim, uma artista. Que produz suas artes nas relações humanas, na casa que organiza e no serviço às pessoas que a cercam, comunicando de diversas formas a sua mensagem e desvendando as possibilidades de novos caminhos e novos pensares.


Assim, na passarela do cotidiano, a mulher desfila, com seu potencial e suas histórias, cujos conteúdos registram os desenlaces de seu desenvolvimento de criança, adolescente, jovem, adulta e idosa. É ela, a mulher, com seu talento e engenhosidade, que tem a capacidade de mostrar os diversos aspectos do mundo mostrando-os de diversas maneiras.


E também, na passarela do seu cotidiano fica o registro de seu protagonismo, por vezes singelo, mas igualmente importante, da vida de uma mulher que ocupa magnificamente o seu lugar persistindo, resistindo, perseverando, lutando por ela e por tantas outras mulheres que por vezes são silenciosas e silenciadas. São as mulheres na passarela do cotidiano que vivem suas histórias com o máximo de dignidade que lhes é permitido ter que nos ensinam sobre triunfo, fé, esperança e amor.


Que as leitoras e autoras construindo suas histórias e desfilando todos os dias na passarela de seu cotidiano, nos ajudem a compreender que é sempre tempo dizer: feliz todo dia da mulher!


Marilac Loraine Oleniki

Editora de catequese da Editora Vozes

Mestre em Educação(PUC-PR)

Psicopedagoga (UTP)

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