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Coluna da Débora: Bíblia - Parte l

Olá, catequistas. É sempre bom conversar com vocês!

Quero trazer para nossa roda de conversa um tema muito importante para a catequese e que tem muita relação com o mês de setembro: a Bíblia!


Bem sabemos que “a catequese colhe sua mensagem da Palavra de Deus, que é a sua principal fonte” (DC, 91). Mas, sobre o que estamos falando quando afirmamos que a Bíblia é o livro por excelência para a catequese? Pois bem, vamos tentar explicar.


Muitas vezes pensa-se, de modo equivocada, que pelo fato de a Bíblia ser a fonte principal da catequese não precisamos da ajuda de nenhum outro material para realizar os encontros catequéticos. Bastaria abrir o livro sagrado e conversar sobre o texto escolhido, no entanto o sentido de uma catequese bíblica vai além desse ato.


Ao dizer que a catequese é bíblica estamos acenando para o fato de que somos desafiados a trazer para a realidade de nossos catequizandos a mensagem bíblica, para que o anúncio vá, “cada vez mais e melhor, fazendo-se carne” (EG, 165). Isso significa dizer que na catequese a mensagem bíblica é decodificada e colocada ao alcance dos catequizandos para que eles conheçam a proposta interpeladora de Deus e possam responder-lhe.


Se a catequese precisa ser bíblica, então é preciso que os catequistas tenham intimidade com a Sagrada Escritura. Não apenas saibam manuseá-la, mas saibam ler, interpretar e, principalmente, saibam rezar com a Palavra. Por isso um dos exercícios de oração que precisamos incentivar sempre é a Leitura Orante, quando nos colocamos diante do texto bíblico e permitimos que ele se torne oração em nossa vida. Exercitar-se na Leitura Orante é buscar treinar o ouvido e o coração para ouvir a Deus que nos fala e se revela a nós, chamando-nos para um diálogo de amigos.


Por isso, ao falarmos da Bíblia como livro por excelência da catequese, queremos destacar a importância da mensagem bíblica como diálogo de Deus com a humanidade, pois a catequese é chamada a, não apenas, mostrar quem é Deus e seu desígnio, mas também apresentar ao ser humano a plenitude que sua vida alcança quando se coloca em diálogo filial com o Pai por meio de sua Palavra.


Talvez você esteja a pensar: Débora, isso demanda estudo e formação. Não é mesmo? E eu respondo: sim, precisamos falar da formação bíblica de catequista. Porém esse é assunto para nossa próxima conversa!


Com carinho, Débora Pupo.


Débora Pupo é Coordenadora Regional da Dimensão Bíblico-Catequética do Regional Sul 2, da CNBB e autora da coleção "Crescer em Comunhão" e dos livros: "Catequese... Sobre o que estamos falando mesmo?" e "Celebrações no Itinerário Catequético... Sobre o que estamos falado?", todos publicados pela Editora Vozes. Bacharel em Teologia, pela Faculdade Missioneira do Paraná, a colunista também é mestre na mesma área, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, tendo como título de sua dissertação: "Iniciação Cristã e Catequese com adultos: um caminho para o discipulado".

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