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Desafios e relacionamentos na catequese, por Francine Porfírio

Assim como os catequistas, cada catequizando tem a sua realidade e história de vida diferente dos demais. Por isso, no ambiente da catequese e da comunidade se faz necessário uma maior sensibilidade no momento de contato e aproximação, entendendo como cada um se desenvolve e aprende. É o que indica a psicóloga Francine Porfírio, autora e assessora da Editora Vozes.

Em entrevista para o Blog, a profissional levanta a preocupação e cuidado que se deve ter ao adaptar linguagens e metologias com materiais que abordem as problemáticas de cada fase dos catequizandos, incluindo atividades específicas para serem desenvolvidas, também no ambiente familiar, fortalecendo os vínculos.


“Quando nós falamos de desafios e dificuldades de relacionamentos na catequese, uma das coisas mais essenciais é se descentralizar de si para dar esse passo em direção ao outro”, explica.


Para uma boa adaptação e relacionamento com os demais, é preciso estimular o convívio social. Respeitar as necessidades e limitações individuais serão um diferencial para o catequista chegar até o catequizando. A autora explica que é importante mostrar para as crianças que a Igreja é um ambiente seguro, uma rede de proteção.


“É algo que nós precisamos exercitar constantemente enquanto catequistas. Entender que a linguagem para a criança, o adolescente e a linguagem para os adultos, exige diferenças e exige também que você busque contextualizar os conteúdos da catequese dentro das dificuldades que essas pessoas enfrentam”, orienta.


Um catequista deve trazer conteúdos no qual o catequizando possa se identificar, com debates abertos e honestos, sem o medo de julgamentos, fazendo da catequese um espaço para reflexão e questionamentos. Mais uma vez: é importante conhecer a história e a realidade de cada um.


Durante o processo da catequese, é essencial demonstrar como solucionar os conflitos que surgem, ensinando a dialogar e a se expressar.


"Queremos cristãos conscientes do seu compromisso, do seu papel cidadão e de que os valores e virtudes cristãs dependem do nosso comprometimento e da nossa postura diante de todos os contextos com os quais nós convivemos. Então, eu diria que é importante entender o desenvolvimento para que a gente não seja um fator limitador, para que a catequese seja um espaço em que todas essas evoluções cognitivas tenham condições de acontecer de uma forma saudável”, sugere Francine.

O trecho publicado acima faz parte de um bate-papo com a autora Francine Porfírio, sobre os Desafios e relacionamentos na catequese, realizado em agosto de 2020.

Clique aqui e assista a entrevista completa

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