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  • Redação

Liturgia: O gesto da paz


No coração mesmo da Eucaristia, um gesto, “o abraço da paz”, faz com que os fiéis se voltem uns para os outros, e troquem entre si um gesto fraterno.


O gesto da paz é celebrado de diversas maneiras, todas mais ou menos bem-sucedidas. Sua execução supõe algumas precisões para que ele possa atingir sua plena força simbólica.


Historicamente, na maioria das liturgias cristãs, os fiéis eram convidados a saudar-se mutuamente antes da apresentação das oferendas, e geralmente após a oração dos fiéis. Esta prática faz referência à exortação do Senhor no Evangelho de São Mateus (Mt 5,23-24): “Portanto, se estiveres diante do altar para apresentar tua oferta e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa tua oferta lá diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e então volta para apresentar tua oferta”. Justino e Hipólito105 mencionam uma saudação mútua no início da Liturgia Eucarística; Cipriano, por sua vez, coloca a pax em relação à oferenda levada ao altar. O costume da Igreja de Roma, em contrapartida – e Inocêncio I defende este costume com força – é o de desejar a paz após o Cânon, isto é, aproximadamente no mesmo momento em que o fazemos hoje. É em seu lugar atual na celebração eucarística que interessa compreender o rito, em seu vínculo com a oração pela paz e com a fração do pão.

 

Sobre o livro:


A presente obra não tem pretensões científicas no estrito senso da palavra. Ela não traz nenhuma descoberta sobre a história da liturgia e tampouco revoluciona a teologia litúrgica e sacramental. Ela tem por ambição colocar em ressonância o que, muito frequentemente, permanece separado. A arscelebrandi, a arte de celebrar, não pode aperfeiçoar-se senão dando prova de um bom conhecimento, da história, e dos próprios ritos. A liturgia apela para a inteligência, a fim de que a inteligência da liturgia se desdobre.

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