Os sete pecados capitais e a vida cristã: entendendo a preguiça
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Ao longo desta série, refletimos sobre os sete pecados capitais e sobre como eles podem enfraquecer nossa amizade com Deus e nossa relação com o próximo. Depois de conhecermos a soberba, a avareza, a luxúria, a ira, a inveja e a gula, chegamos ao último deles: a preguiça.
Os pecados capitais recebem esse nome porque podem dar origem a outras atitudes que nos afastam do caminho do Evangelho. Conhecê-los não deve nos levar ao medo ou à culpa, mas ao desejo de reconhecer aquilo que precisa ser transformado em nossa vida e de cultivar as virtudes que nos aproximam de Cristo.

O que é a preguiça?
Quando ouvimos a palavra preguiça, é comum pensarmos apenas na falta de vontade de trabalhar, estudar ou realizar alguma tarefa. No entanto, na vida cristã, ela pode ter um significado mais profundo.
A preguiça aparece quando nos acomodamos diante das nossas responsabilidades e deixamos de fazer o bem que está ao nosso alcance. Também pode surgir como desânimo ou indiferença em nossa relação com Deus: quando não encontramos disposição para rezar, participar da comunidade ou colocar nossos dons a serviço dos irmãos.
Descansar, porém, não é pecado. O descanso é necessário e faz parte de uma vida equilibrada. O problema está na acomodação que nos impede de assumir nossos compromissos e responder com generosidade ao chamado de Deus.
Como a preguiça aparece em nossa vida?
A preguiça pode se manifestar de diversas formas:
Quando adiamos constantemente nossas responsabilidades;
Quando sabemos que podemos ajudar alguém, mas preferimos não nos envolver;
Quando fazemos nossas tarefas sem dedicação ou cuidado;
Quando deixamos a oração e a vida comunitária sempre para depois;
Quando não colocamos nossos talentos a serviço dos outros.
Na catequese, é importante ajudar crianças, adolescentes e adultos a compreenderem que cada pessoa recebeu dons de Deus e é chamada a colocá-los em ação.
O que Jesus nos ensina?
Jesus nos mostra uma vida marcada pela disposição para realizar a vontade do Pai e servir às pessoas.
Ele acolheu os necessitados, ensinou seus discípulos, cuidou dos doentes e anunciou o Reino de Deus. Seu exemplo nos recorda que a fé também precisa se transformar em atitudes concretas.
No Evangelho, Jesus ensina:
"Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus." (Mt 5,16)
Cada pessoa recebeu uma luz, dons e capacidades que podem ser colocados a serviço do Reino de Deus.
Como combater a preguiça?
A virtude que combate a preguiça é a diligência: a disposição para realizar com dedicação e perseverança aquilo que somos chamados a fazer.
Ser diligente não significa estar ocupado o tempo inteiro. Significa reconhecer nossas responsabilidades e procurar realizá-las com amor, inclusive nas pequenas tarefas do cotidiano.
Algumas atitudes que ajudam a cultivar essa virtude são:
Cumprir nossas responsabilidades com dedicação;
Evitar deixar sempre para depois aquilo que precisa ser feito;
Reservar um momento para a oração;
Participar da vida da comunidade;
Colocar nossos talentos a serviço do próximo;
Perseverar no bem, mesmo quando exige esforço.
Para refletir
A preguiça nos leva à acomodação. A diligência nos ajuda a transformar nossos dons, nossa fé e nossas boas intenções em atitudes concretas.
Como catequizandos e catequistas, somos chamados não apenas a conhecer os ensinamentos de Jesus, mas a colocá-los em prática. Deus confiou dons a cada um de nós e nos convida a utilizá-los para amar, servir e construir o seu Reino.
Pergunta para reflexão: Tenho colocado os dons que Deus me deu a serviço dos outros ou tenho deixado para depois o bem que posso fazer hoje?
Leia sobre os pecados capitais:




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