top of page

Os sete pecados capitais e a vida cristã: entendendo a preguiça

  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura

Ao longo desta série, refletimos sobre os sete pecados capitais e sobre como eles podem enfraquecer nossa amizade com Deus e nossa relação com o próximo. Depois de conhecermos a soberba, a avareza, a luxúria, a ira, a inveja e a gula, chegamos ao último deles: a preguiça.


Os pecados capitais recebem esse nome porque podem dar origem a outras atitudes que nos afastam do caminho do Evangelho. Conhecê-los não deve nos levar ao medo ou à culpa, mas ao desejo de reconhecer aquilo que precisa ser transformado em nossa vida e de cultivar as virtudes que nos aproximam de Cristo.



O que é a preguiça?


Quando ouvimos a palavra preguiça, é comum pensarmos apenas na falta de vontade de trabalhar, estudar ou realizar alguma tarefa. No entanto, na vida cristã, ela pode ter um significado mais profundo.


A preguiça aparece quando nos acomodamos diante das nossas responsabilidades e deixamos de fazer o bem que está ao nosso alcance. Também pode surgir como desânimo ou indiferença em nossa relação com Deus: quando não encontramos disposição para rezar, participar da comunidade ou colocar nossos dons a serviço dos irmãos.


Descansar, porém, não é pecado. O descanso é necessário e faz parte de uma vida equilibrada. O problema está na acomodação que nos impede de assumir nossos compromissos e responder com generosidade ao chamado de Deus.


Como a preguiça aparece em nossa vida?


A preguiça pode se manifestar de diversas formas:


  • Quando adiamos constantemente nossas responsabilidades;

  • Quando sabemos que podemos ajudar alguém, mas preferimos não nos envolver;

  • Quando fazemos nossas tarefas sem dedicação ou cuidado;

  • Quando deixamos a oração e a vida comunitária sempre para depois;

  • Quando não colocamos nossos talentos a serviço dos outros.


Na catequese, é importante ajudar crianças, adolescentes e adultos a compreenderem que cada pessoa recebeu dons de Deus e é chamada a colocá-los em ação.


O que Jesus nos ensina?


Jesus nos mostra uma vida marcada pela disposição para realizar a vontade do Pai e servir às pessoas.


Ele acolheu os necessitados, ensinou seus discípulos, cuidou dos doentes e anunciou o Reino de Deus. Seu exemplo nos recorda que a fé também precisa se transformar em atitudes concretas.


No Evangelho, Jesus ensina:

"Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus." (Mt 5,16)

Cada pessoa recebeu uma luz, dons e capacidades que podem ser colocados a serviço do Reino de Deus.


Como combater a preguiça?


A virtude que combate a preguiça é a diligência: a disposição para realizar com dedicação e perseverança aquilo que somos chamados a fazer.


Ser diligente não significa estar ocupado o tempo inteiro. Significa reconhecer nossas responsabilidades e procurar realizá-las com amor, inclusive nas pequenas tarefas do cotidiano.


Algumas atitudes que ajudam a cultivar essa virtude são:


  • Cumprir nossas responsabilidades com dedicação;

  • Evitar deixar sempre para depois aquilo que precisa ser feito;

  • Reservar um momento para a oração;

  • Participar da vida da comunidade;

  • Colocar nossos talentos a serviço do próximo;

  • Perseverar no bem, mesmo quando exige esforço.


Para refletir


A preguiça nos leva à acomodação. A diligência nos ajuda a transformar nossos dons, nossa fé e nossas boas intenções em atitudes concretas.


Como catequizandos e catequistas, somos chamados não apenas a conhecer os ensinamentos de Jesus, mas a colocá-los em prática. Deus confiou dons a cada um de nós e nos convida a utilizá-los para amar, servir e construir o seu Reino.


Pergunta para reflexão: Tenho colocado os dons que Deus me deu a serviço dos outros ou tenho deixado para depois o bem que posso fazer hoje?


Leia sobre os pecados capitais:

 
 
 

Comentários


Blog da Catequese - Desenvolvido por: Editora Vozes

Petrópolis, RJ - E-mail: catequese@vozes.com.br - Tel: (24) 2233-9077

bottom of page