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Reflexão do Evangelho: Se teu irmão pecar, vai corrigi-lo a sós. | MT 18,15-20

Por Pe. Almerindo da Silveira Barbosa

Jesus nos propõe um caminho para que vivamos e façamos com que o outro também viva a verdade, isto é, permear a vida pela santidade de filhos(as) amados(as) de Deus. Somos responsáveis uns pelos outros, sobretudo quando o pecado está destruindo a santidade que há em nós.


Esse caminho que Jesus nos propõe é construído a partir de três etapas. Primeira ir ao encontro do irmão e falar diretamente com ele. Segunda, pedir ajuda a outras pessoas e terceira apelar para a comunidade.


Na primeira etapa, Jesus nos ensina que devemos ir até o irmão e dizer o que precisa ser dito, sempre agindo na verdade, mas com amor. Isso exige delicadeza e postura no falar, para que o outro não entenda erroneamente, nem se torne um inimigo.


Na nossa prática, normalmente começamos de trás para frente, o contrário dos ensinamentos de Jesus. Quando o outro erra, logo anunciamos para todos e o mais interessado é o último a saber. Não usamos do bom senso de que se não podemos ajudar também não devemos atrapalhar.


A segunda etapa proposta por Jesus para a correção fraterna é pedir ajuda a outras pessoas, uma ou duas pessoas. Essas pessoas não podem ser qualquer um, mas alguém que tenha sensibilidade e sabedoria. Muitas vezes nós fazemos isso, mas buscamos as pessoas erradas que, ao invés de ajudar, atrapalha. A ajuda do outro é no sentido de recuperar o irmão que, sozinho e em segredo, não conseguiu ajudar.


Já a terceira etapa que Jesus nos propõe é apelar para a comunidade. Isso porque somos seres sociais e não vivemos isolados. O pecado do outro tem também sua dimensão social e, portanto, a sociedade é culpada. Mas nunca esqueçamos que devemos apelar para a comunidade somente quando, pelas vias anteriores, não tivermos conseguido solucionar o problema. Jesus deixa isso bem claro, dizendo que é em último caso.


Este é o caminho que Jesus nos propõe como discípulos (as) seus. Lutar pela vida na santidade do outro é dever nosso de cristãos, é compromisso de quem luta pela vida. Isso porque Jesus sabia que sua Igreja viveria entre o joio e o trigo, entre o bem e o mal, por ser santa e pecadora. Santa porque é divina na sua origem. Foi instituída e desejada por Deus. Pecadora porque faz parte dela o ser humano que é frágil e limitado, susceptível ao erro.


Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, formado em Filosofia e Teologia, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, o colunista também possui especialização em Ensino Religioso, pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM), e em Teologia Pastoral, realizada na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Pe. Almerindo é coautor da coleção “Deus Conosco” e do livro Quem é esse Jesus e autor da obra A missa – Conhecer para viver, também publicado pela Editora Vozes.

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