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16 de julho - Dia de Nossa Senhora do Carmo

O Monte Carmelo era célebre no Antigo Testamento pela sua rica vegetação, mas, sobretudo, porque fora teatro de grandes acontecimentos ao tempo do Profeta Elias. Fugindo do ímpio Rei Acab, o profeta se escondeu numa gruta desse monte e de lá viu a nuvenzinha da qual devia chover abundante água sobre a terra árida. Pela oração de Elias, no Monte Carmelo caiu fogo do céu sobre seu holocausto, como prova evidente que Deus estava com ele e não com os falsos profetas (1Rs 18,1-40).

Segundo uma antiquíssima tradição, lá se formou um mosteiro de profetas à espera da vinda do Messias.


Verdade é que no Monte Carmelo vivia uma comunidade de eremitas que, pelo cruzado Bertoldo, por volta do ano 1150, foi transformada em Ordem religiosa melhor adaptada aos costumes do Ocidente. Fugindo às perseguições dos sarracenos, os monges emigraram mais tarde para a Europa.

Na noite de 15 para 16 de julho de 1225, a Santíssima Virgem ordenou ao Papa Honório III que aprovasse sua Ordem. Como as perseguições não deixassem de molestar esses religiosos, São Simão Stock, seu sexto superior geral, implorou da Santíssima Virgem um sinal particular de sua proteção. Em 16 de julho de 1251 a Virgem Maria lhe indicou o escapulário como insígnia especial de seu amor maternal. Daí o nome de Festa do Escapulário dado à solenidade deste dia.


O escapulário é uma veste comum a muitas congregações religiosas, mas particularmente distintiva da Ordem dos Carmelitas. Impõe-se hoje também um escapulário de formato pequeno a pessoas do mundo para lhes permitir que participem das grandes graças que a ele estão ligadas; entre outras, o privilégio sabatino.


Em sua bula chamada Sabatina o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir à sua morte. As vantagens do privilégio sabatino foram ainda confirmadas pela Sagrada Congregação das Indulgências em 14 de julho de 1908.


A devoção a Nossa Senhora do Carmo é das mais antigas e espalhadas pelo mundo, sobretudo nos meios de origem espanhola.

Trecho da obra: O santo do dia

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