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Coluna da Débora: As mulheres da Catequese - Parte II

Olá queridas e queridos, catequistas. Lhes acolho com alegria!

Vamos conversar sobre catequese?


O texto de hoje está em continuidade com o anterior. Sei que pareceu uma pausa brusca em nossa conversa, mas o espaço não permite aprofundar tudo em um texto apenas. Por isso, hoje seguimos com nossa conversa: a relação das mulheres com a catequese.


Não vou reforçar discursos sobre a originalidade, o gênio, a sensibilidade feminina. Antes, gostaria de enfatizar nossa possibilidade de contribuição e nosso protagonismo enquanto batizadas e enviadas. Sim, por força do nosso batismo, respondemos ao chamado de Deus que se manifesta na vocação de catequistas e, por meio dela, realizamos nosso serviço na Igreja como discípulas missionárias do Mestre de Nazaré.

O Papa Francisco, destacou a importância de nossa ação pastoral com as seguintes palavras: “As mulheres são protagonistas de uma Igreja em saída, através da escuta e do cuidado que manifestam com as necessidades dos outros [...]. Escuta, meditação, ação amorosa: esses são os elementos constitutivos de uma alegria que se renova e se comunica aos outros, através do olhar feminino, no cuidado da Criação, na gestação de um mundo mais justo, na criação de um diálogo que respeite e valorize as diferenças.”(Papa Francisco, 08/10/2020)


Não se trata de um serviço de coadjuvantes, é missão de protagonistas que nasce no batismo e nos conduz para a vida toda. Ao falar da vocação de catequista, o Diretório assim se expressa (tomarei a liberdade de transcrever para o feminino): “a catequista é uma cristã que recebe o chamado particular de Deus que, acolhido na fé, a capacita ao serviço da transmissão da fé e à missão de iniciar à vida cristã” (DC, 112).


Ser catequista é ser educadora da fé, especialista em humanidade. É exercer nosso protagonismo enquanto batizadas, confirmadas e enviadas, para tornar o Reino de Deus presente no mundo.


Antes de concluir, gostaria de deixar um recado para as catequistas-coordenadoras. Desejo que, por meio do serviço da coordenação, cada catequista sinta-se protagonista em uma história de liderança. Somos responsáveis, não apenas por organizar e realizar, mas por cuidar e proteger, por isso é importante rezar, fortalecer nossa intimidade com o Mestre, alimentar-nos da Palavra e da celebração comunitária dos sacramentos.


Que nosso protagonismo feminino seja pautado pela consciência de que, por meio de um discipulado de iguais, somos chamadas a evangelizar, a servir com amor e a acolher com o coração aberto. As mulheres na catequese, tornam-se educadoras, irmãs mais velhas em uma caminhada de fé que nos levará rumo à maturidade da vida cristã.


Até a próxima!

Débora Pupo é Coordenadora Regional da Dimensão Bíblico-Catequética do Regional Sul 2, da CNBB e autora da coleção "Crescer em Comunhão" e dos livros: "Catequese... Sobre o que estamos falando mesmo?" e "Celebrações no Itinerário Catequético... Sobre o que estamos falado?", todos publicados pela Editora Vozes. Bacharel em Teologia, pela Faculdade Missioneira do Paraná, a colunista também é mestre na mesma área, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba, tendo como título de sua dissertação: "Iniciação Cristã e Catequese com adultos: um caminho para o discipulado".

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