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Reflexão do Evangelho: 5º Domingo da Páscoa | Jo 15,1-8

Eu sou a videira e vós os ramos!


Por Pe. Almerindo da Silveira Barbosa

Jesus, no Evangelho deste quinto domingo da páscoa, usa a linguagem da vida cotidiana das pessoas, para que elas possam entender, com mais facilidade, que precisam permanecer unidos a Ele, para produzir frutos. É permanecendo unido a Jesus, por meio de sua Palavra, que estarão ligadas ao Pai.


Ao usar a parábola da videira Jesus faz uma comparação com o Pai, o Filho, o Espírito Santo e cada um nós, que vivemos unidos pelo Amor da comunidade trinitária. O Pai é o agricultor; Jesus, o Filho, é a videira; o Espírito Santo é a seiva do Pai, que alimenta a árvore; nós somos os galhos.


É interessante perceber que, quem dar frutos são os galhos, mas estes devem estar unidos à árvore, para que possam receber a seiva e produzir frutos. Por isso o Pai cuida de nós, a fim de que permaneçamos na árvore e produzamos muitos frutos.


Continua o Evangelho dizendo que o ramo que não produz frutos é cortado e jogado fora. A videira, para produzir frutos bons, precisa ser podada todos os anos e isso acontece no tempo certo, senão, pode não produzir frutos, ou produzir frutos azedos. Não basta, portanto, os ramos permanecerem unidos à videira, precisam receber cuidados, para que deem frutos bons.


Em nossa vida é preciso deixar-se podar por Deus. não podemos estar na árvore por estar. Necessitamos de cuidados, para alcançarmos nossos objetivos. Por isso o Pai, que é o agricultor, cuida de nós, podando-nos, purificando-nos, jogando fora tudo que estava nos deixando feios ou, às vezes, até infrutíferos.


A parábola do Evangelho ainda nos ensina algo profundamente espiritual. Quem de nós já não fomos enganados por uvas de aparência muito belas? Quando nos olhos avistaram, imediatamente, deu-nos o desejo que querer saborear. Porém, ao colocamos em nossa boca, percebemos que, apesar de muita beleza, não tem doçura. Assim o Evangelho nos ensina que, não basta produzirmos frutos bonitos. É preciso que sejam, também, frutos doces e saborosos.


Muitas pessoas, e até cristãos, vivem como uvas azedas. Às vezes carregam no exterior uma beleza invejável. Dentro de si, porém, só tem azedume. Jesus nos ensina, através da parábola do texto deste domingo, que precisamos ser frutos que deem sabor e que transmitam doçura.


Que possamos regar a semente do amor do Pai, que é o Espírito Santo, que recebemos no dia do nosso Batismo, para produzirmos frutos bons, doces e saborosos. Para isso precisamos permanecer ligados à árvore, que é Jesus Cristo, seu Filho e nosso Senhor e Salvador.


Como você tem conduzido e regado sua vida? Qual é a seiva que você tem recebido para continuar sendo árvore que produza frutos bons? Você se sente este ramo ligado à árvore, que é Jesus? Que frutos você tem produzidos? Frutos doces ou frutos amargos? O que em você Deus precisa podar, para que dê frutos bons?

Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, formado em Filosofia e Teologia, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, o colunista também possui especialização em Ensino Religioso, pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM), e em Teologia Pastoral, realizada na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Pe. Almerindo é coautor da coleção “Deus Conosco” e do livro Quem é esse Jesus e autor da obra A missa – Conhecer para viver, também publicado pela Editora Vozes.

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