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Reflexão do Evangelho: Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo! | Mc 12,28b-34

31º Domingo do Tempo Comum


Por Pe. Almerindo da Silveira Barbosa

No texto do Evangelho deste domingo vimos um mestre da lei que se aproxima de Jesus para saber dele qual é o maior de todos os mandamentos. Jesus responde que o primeiro é Israel ouvir que o Senhor seu Deus é único e não há outro e que, por isso, deve amá-lo, através do sentimento (coração), da alma (transcendente), com força (motivações) e com o entendimento (saber quem amo).


O segundo mandamento é amar o irmão como a si mesmo. Por isso que esse amor não pode ser visto somente como um movimento vertical. Não é um amor direcionado para o alto. Mas é antes de tudo um amor direcionado para o “outro”. É impossível amar a Deus, sem antes amar nossos irmãos. E só poderemos amar de forma correta se este amor for expressão do nosso amor próprio.


O amor a Deus e ao irmão, como a si mesmo é o programa de vida perfeito para a pessoa ser feliz. Fazendo isso ela viverá plenamente. Por isso Jesus disse para o mestre da lei que ele não estava longe do Reino de Deus.


O amor é o que nos move. Ele envolve um movimento que mexe com toda a nossa estrutura. A própria lei judaica já expressava esse movimento. Era preciso amar a Deus de uma forma plena, que contemplava todo o esforço humano. Vejamos:


Amar com todo o coração significa dar sentido a esse amor transcendental. Não amamos de qualquer modo. Amamos de todo o coração, com todo o nosso sentido.


Amar com toda a alma, significa que não amamos somente com os sentimentos, como o gostar, o tocar, o falar, o sentir, mas é ultrapassar este plano material para chegar ao espiritual. É transcender-se. É amar com a alma. É amar com aquilo que nos motiva de dentro.


amar com toda a força é passar de algo externo para interno. Para isso precisa de uma força fora do normal. Essa força deve motivar nossa ação de amar para buscar, de todos os modos e formas, expressar esse amor para que outros percebam, através do nosso testemunho, de que vale a pena seguir Jesus Cristo e seu projeto.


Por fim, amar com todo o entendimento é conhecer a proposta que amamos. Ninguém coloca peso numa proposta que não a compreende. Só poderemos amar a Deus plenamente se percebemos o seu valor. Não amamos de forma irracional, ao contrário, ou sabemos o que amamos, ou não amaremos.


Peçamos a Deus que sua graça habite em nós, para que possamos amar verdadeiramente a Deus, no amor ao próximo, como amamos a nós mesmos.

Pe. Almerindo da Silveira Barbosa, formado em Filosofia e Teologia, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, o colunista também possui especialização em Ensino Religioso, pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM), e em Teologia Pastoral, realizada na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Pe. Almerindo é coautor da coleção “Deus Conosco” e do livro Quem é esse Jesus e autor da obra A missa – Conhecer para viver, também publicado pela Editora Vozes.

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